Com a chegada dos meses mais frios, é frequente que pais e responsáveis fiquem mais vigilantes quanto aos sinais de enfermidades respiratórias em suas crianças. A diminuição das temperaturas, a umidade do ar reduzida e o aumento da disseminação de vírus fazem com que essa época seja propensa ao aparecimento de gripes, resfriados, bronquiolites e outras condições respiratórias.
Embora essas doenças, muitas vezes pareçam benignas, elas podem representar riscos significativos, principalmente para bebês e crianças pequenas. Por esse motivo, é essencial estar ciente dos sintomas, dos cuidados necessários e, sobretudo, das maneiras de prevenção. Neste artigo, abordaremos todos esses aspectos com carinho e atenção à saúde dos pequenos.
O que são síndromes respiratórias?
As síndromes respiratórias consistem em um grupo de condições que impactam o sistema respiratório, o qual é responsável pela respiração. Essas doenças podem afetar diversas áreas, que vao do nariz e da garganta até os brônquios e os pulmões. Nas crianças, o sistema imunológico está em fase desenvolvimentoo tornando-as mais susceptíveis à infecções tanto virais quanto bacterianas.
As principais Síndromes respiratórias em crianças são:
- Gripe e resfriado comum: provocados por vírus, geralmente manifestam sintomas como febre, corrimento nasal, tosse, dor na garganta e sensação de mal-estar.
- Bronquiolite: bastante frequente em crianças com menos de 2 anos, é uma inflamação nos bronquíolos, geralmente provocada pelo vírus sincicial respiratório (VSR).
- Pneumonia: infecção nos pulmões que pode ter origem viral ou bacteriana, com sintomas como febre elevada, tosse produtiva, respiração acelerada e dificuldade em respirar.
- Asma: apesar de não ser provocada por vírus, pode ser ativada por infecções respiratórias. Os sinais incluem chiado no peito, falta de ar e tosse constante.
- COVID 19: continua a estar presente, principalmente em locais com baixa taxa de imunização ou durante surtos sazonais.
Quando ocorre o pico das doenças respiratórias?
A quantidade de casos de síndromes respiratórias tende a crescer entre os meses de maio e agosto, que são os períodos mais frios e secos do ano na maior parte do Brasil. Nestas circunstâncias climáticas, a umidade no ar diminui, causando ressecamento nas mucosas do nariz e da garganta, o que facilita a propagação de vírus.
Nas áreas do Norte e Nordeste, onde o clima é mais quente, o aumento nos registros pode se dar durante a época das chuvas (normalmente de março a junho), quando a circulação de vírus é maior.
Fatores que favorecem a transmissão
Diversos elementos contribuem para que as crianças fiquem mais vulneráveis às síndromes respiratórias durante essas fases:
- Espaços internos com pouca circulação de ar.
- Concentrações de crianças em instituições de ensino, creches e meio de transporte coletivo.
- Proximidade com indivíduos que estão resfriados ou gripados.
- Ambiente com ar seco e poluição.
- Hidratação insuficiente e dieta inadequada.
Sinais de alerta
Saber identificar os primeiros indícios de uma enfermidade respiratória é crucial para buscar assistência médica no momento adequado e evitar complicações. Esteja alerta aos seguintes sinais:
- Febre, especialmente se for elevada ou persistente.
- Tosse, que pode ser seca ou acompanhada de secreção.
- Dificuldade em respirar, respiração acelerada ou chiado no peito.
- Irritabilidade, sonolência excessiva ou apatia.
- Perda de apetite.
- Pele com aparência pálida ou coloração arroxeada nas extremidades e nos lábios.
Caso perceba algum desses sinais, procure atendimento médico. Em situações de dificuldade respiratória, é fundamental agir rapidamente.
Como prevenir as síndromes respiratórias?
1. vacinação em dia
A vacinação contra a gripe é disponibilizada anualmente pelo SUS para crianças que possuem entre 6 meses e menores de 6 anos. Além disso, a imunização contra a COVID-19 também é oferecida para os pequenos e deve ser realizada de acordo com o calendário mais recente. Essas vacinas são eficazes na prevenção de casos graves da doença.
2. Higiene frequente das mãos
A lavagem das mãos com água e sabão ou a utilização de álcool em gel é uma das formas mais eficazes para prevenir a disseminação de vírus.
3. Ambientes arejados
Manter as janelas abertas e promover a movimentação do ar em residências e instituições de ensino contribui para reduzir a acumulação de vírus no espaço.
4. Evitar aglomerações
Nos meses de maior concentração é recomendável não levar as crianças a ambientes fechados e lotados, como centros de compras e celebrações em locais sem circulação de ar.
5. Hidratação e alimentação
Disponibilize água com regularidade e mantenha uma dieta repleta de frutas, vegetais e alimentos naturais, que contribuem para o fortalecimento do sistema imunológico.
6. Umidificação do ar
Empregue umidificadores ou disponha uma toalha úmida no quarto da criança para ajudar a manter a umidade do ar, especialmente à noite.
7. Evite fumaça e poluição
Evitar fumar perto da criança e procure não expô-la a locais com poluição ou com muita poeira, pois isso pode causar irritação nas vias respiratórias.
Quando procurar ajuda?
É sempre melhor tomar precauções, mas quando os sinais surgem, é crucial contar com assistência de um especialista em saúde. Busque ajuda médica se:
- A febre persistir mais de 48 horas.
- Houver dificuldades na respiração.
- A criança parecer muito cansada ou apeesentar indícios de desidratação.
- A tosse se intensificar com o tempo.
Conclusão
As síndromes respiratórias fazem parte do crescimento infantil, especialmente durante as estações mais frias. No entanto, com atenção, carinho e os cuidados adequados, é viável proteger nossas crianças e enfrentar essa fase com mais serenidade.
Tenha em mente: a presença e a observação amorosa são atitudes que impactam significamente na saúde de seu pequeno.
Com carinho,
Enfermeira Pediátrica Mariane
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